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Não me lembro a última vez que chorei. Talvez quando meu casamento estava para acabar, ouvindo "O melhor lugar", de Jorge Vercilo. Na verdade, nem sei se este é o nome correto desta música linda, que me marcou tanto. Mas estou escrevendo com muitas lágrimas nos olhos. Ontem foi um dia bom. Fui com um amigo ao Centro, onde a minha idéia era comprar umas peças de roupa, não que eu precisasse, mas porque ando carente. E um presente a si mesmo é um afago à alma. Porém, e como sempre, nada comprei além de brinquedos para a minha filha. Parece que, quando tenho dinheiro (coisa rara), nem eu existo para mim, só minha filha existe: meus olhos e bolso só têm vida para ela. Comprei duas bonecas e dois dvds para ela. E uma simples camiseta que nem me serviu. Eu amo demais a minha filha.

Após as compras, meu amigo foi embora e eu segui até à casa de minha ex-mulher. Não antes de ligar e pedir sua permissão e a do seu atual marido. Permissão dada, lá fui eu, cheio de expectativas referente ao olhar da minha filha quando visse suas bonecas novas. Bonecas vistas, agradecidas e brincadas, almoço comido, fotos tiradas, conversas em dia e mercado feito, o dia foi bastante agradável. Chego em casa e abro meu orkut, tá lá um recado da ex mulher com um link para que eu visitasse um blog...daí começou minha auto-análise.

Cliquei o link e me vi diminuído. Nunca vi tanta vida. E em tanta vida lida, me achei um nada vivo. O que mais satisfazia e orgulhava meu dia a dia era a minha brincadeira de escrever. Adoro meu blog. A cada comentário feito e lido, um afago na minha envaidecida alma era completado. Mas diante de tanta beleza, tristeza e encanto, achei tudo o que eu escrevi um simples NADA! Eu sempre quis escrever coisas bonitas, mesmo que fossem belas só para mim, e achava que estava indo muito bem. Parei...li e reli desde o primeiro post, e a vontade de deletar meu blog foi passando, porque tudo que escrevi, mesmo não atingindo todos os meus ideais, me foram momentos bonitos e, transcrevê-los, me deu certa satisfação. Então, entendi que preciso assumir e conviver com um sentimento tão confuso, misto de admiração e vontade de propriedade: a inveja. Porque é difícil demais reconhecer-se inferior numa coisa em que pensamos ser bom. Com vocês, a causa do meu choro, encantamento e inveja: http://parafrancisco.blogspot.com/. E vejam quanta vida pode existir em letras, pra quem tem a alma cheia de vida. Ah, e sabe aquele problema que você achou que era enorme e insolúvel? Não é nada...

 



Escrito por Luís Carlos às 08h21
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